Alekie Poulain

Archive for the ‘Qualidade de Vida’ Category

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Sou uma paulistana apaixonada pelas belezas naturais do Rio de Janeiro. Sempre que posso (graças à mobilidade que meu trabalho permite), fujo de São Paulo para rever a cidade que encanta meu olhar e coração…  Quanto mais vou ao Rio, mais quero voltar. Na maioria das vezes, o coração aperta na hora de ir embora e chego a ficar com os olhos marejados de lágrimas. E o único jeito de diminuir essa saudade é voltando logo para lá!

Nesta galeria, reuni algumas das fotos ao longo de diversas viagens que tenho feito à Cidade Maravilhosa.

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É curioso pensar que alguns simples episódios da vida são preâmbulos de enormes mudanças no destino. Era maio de 2007 e eu caminhava pelo bairro quando recebi um panfleto de uma escola de yôga que havia aberto perto de casa. Quando comecei a praticar, buscava uma atividade física, mas encontrei muito mais do que isso. Yôga é uma filosofia prática milenar que utiliza técnicas corporais (ásanas) e outras técnicas (como meditação, respiração, entre outros) que propiciam auto-conhecimento e auto-superação não somente dentro da sala de aula, mas principalmente em todas as esferas da vida.

Ao longo desses mais de seis anos ininterruptos treinando swásthya yôga (Método DeRose), quantas transformações tenho vivido dentro e fora da sala de aula…

No início desse processo, eu era executiva de uma grande consultoria do mercado de capitais, cujos clientes são basicamente empresas listadas nas principais bolsas de valores do mundo. Era gerente de comunicação corporativa e sustentabilidade, executando funções de editora-chefe. Adorava a atividade e as perspectivas para minha carreira eram excelentes. Porém, o ritmo era intenso ao extremo, a responsabilidade era enorme, varava noites & madrugadas para cumprir prazos urgentes, chegava a trabalhar semanas e mais semanas seguidas, sem um único dia de folga. Em meio a esse turbilhão, buscava no swásthya yôga um meio de recarregar as energias, pois meu desgate mental era altíssimo e o ofício exigia plena concentração todos os dias.

Voltando a falar do yôga, com o tempo de prática, inevitavelmente passamos a nos conhecer melhor e a tomar consciência de quem somos da pele para dentro. Como consequência, começa o processo de metamorfose. Na verdade, as posições corporais (ásanas) não se tratam de ginástica nem acrobacia; elas simbolizam uma metáfora para treinarmos nossa força, disciplina, dedicação, concentração, foco e auto-superação, virtudes que podemos aplicar em qualquer área da vida, obtendo resultados surpreendentes.

De repente, “qualidade de vida” & “saúde” – áreas que sempre valorizei muito – começaram a ter peso ainda maior. Pouco a pouco, buscava adquirir hábitos mais saudáveis para viver melhor. Porém, a realidade brigava com esse desejo de harmonia e bem-estar. A cada dia que acordava e notava meu abatimento no espelho, meu vulcão interior dava sinais de atividade nas profundezas da minha alma. Não podia mais sacrificar a saúde e ser refém desse tipo de existência. Mal eu sabia que estava na iminência de viver a “Teoria do Caos” na própria pele (a ideia central desta teoria é que uma pequena mudança no início de um evento qualquer pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro; por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis e, portanto, caóticos).

Um belo dia, fui informada de súbito que tinha que tirar duas semanas de férias no início de setembro. Que maravilha! Mas a ironia é que andava trabalhando tanto que não tinha tido tempo nem energia de planejar uma viagem. Por isso, no primeiro dia de folga decidi simplesmente relaxar e almoçar com um dos meus melhores amigos da época da FAAP, o Marcelo Galvão, cineasta e dono da Gatacine (produtora de cinema, comerciais e conteúdo). Achei que estava indo apenas colocar o papo de uma década em dia, mas a grande verdade é que nunca mais saí de lá.

Naquela época, ele estava pré-produzindo o polêmico longa-metragem Rinha. Como o mercado de capitais é árido demais, de repente, me vi curtindo muito acompanhar os bastidores de tudo na produtora e o resultado é que passei as férias todas me divertindo na Gatacine e comecei a escrever um blog sobre os bastidores do filme como hobby, simplesmente para distrair a cabeça. Pouco a pouco, me vi absorvida totalmente pelo universo de produção. Era uma delícia, um privilégio, uma surpresa do destino ter um passaporte para este mundo. Mas, como falei, cinema era um hobby e eu continuava pagando as contas com meu trabalho no mercado de capitais.

O fim do ano se aproximava e o ritmo de trabalho seguia intenso como sempre. Achava que estava tudo sob controle, até ter que trabalhar insanamente para consertar erro alheio em pleno natal (que era para ser minha folga), tendo o plantão da semana do réveillon pela frente. Enquanto todos voltavam felizes, bronzeados e revigorados das férias coletivas, justo eu – que sou tranquila, diplomática e tenho paciência de Jó – comecei 2008 à beira de um ataque de fúria. Estava por um fio e me disseram que eu teria que trabalhar “todos” os fins de semana de janeiro e também fui avisada que “não era para planejar nenhuma viagem para o período do carnaval” (entre outras gotas d’água). Fiquei indignada e senti meu sangue ferver literalmente. E foi assim que entrei em erupção, iniciando uma série de mudanças radicais que iriam transformar minha vida para sempre. Chamei a equipe, um por um, e expliquei por quê estava indo embora, peguei minha bolsa e disse adeus. Não havia contraproposta de salário que me fizesse ficar. Era isso ou morrer. Decidi viver.

Resumindo muito, fui à luta e passei a prestar serviços ao mercado através da minha empresa paralelamente às atividades na Gatacine. Continuo trabalhando muito, afinal tudo tem ônus e bônus, mas tem valido a pena: não ter chefe, ter horário flexível e poder trabalhar via home-office (ou em qualquer lugar do mundo com acesso à internet) foi uma libertação extrema! Amo ser empreendedora e dona do meu tempo.

Desde então, pude mergulhar de corpo e alma na produção do premiadíssimo filme Colegas, conheci pessoas incríveis, vivi experiências fantásticas, percorri o tapete vermelho em festivais de cinema no Brasil e exterior e até comecei a desafiar-me mais (reflexo da prática de swásthya yôga), migrando do computador para frente das câmeras: protagonizei o curta-metragem 180º (que foi hit na internet no fim de semana do Dia das Mães em 2012) e atuo também em um seriado que estamos finalizando o episódio-piloto na produtora. Aguarde…

Depois de caminhar tanto e fazer muitos sacrifícios, sinto satisfação e alegria pelas escolhas feitas. Treinar força, disciplina, dedicação, concentração, foco e auto-superação transformam o destino. Hoje tudo faz sentido… Até os acontecimentos negativos da trajetória foram importantes para me trazer até aqui. A esta altura, noto que finalmente estou conseguindo exercer profissionalmente apenas as atividades que mais amo: isso é a realização de um sonho para mim. Quando sentimos prazer no trabalho, não vemos a hora passar e a “segunda-feira” deixa de existir; o mundo pode acabar que estaremos felizes absorvidos fazendo o que amamos. Isso muda tudo e dá outro sentido à existência.

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Ontem estava presa em um congestionamento infeliz na Av. Brasil rumo à Gatacine, com pressa e um monte de coisa pra fazer, mas Peter Tosh me salvou mais uma vez. Em vez de me estressar e deixar aquele mar de carros azedar meu dia, ouvi Maga Dog várias vezes como um “floral musical”! Amo essa música: ela desperta um estado de felicidade em mim!

Minha imaginação foi parar nas nuvens, bem longe, na melhor linha escapismo cinematográfico!

Com todo respeito a Bob Marley, para meus ouvidos, Peter Tosh é o rei do reggae com seu vozeirão! É trilha sonora perfeita para pensar nas coisas boas da vida.

Pick myself up é tão melodiosa! Perfeita pra afastar o mal humor logo cedo:

Sittin’ in the morning sun
And watching all the birds passing by
Oh how sweet they sing
And oh how much I wish that I could fly

Se estou jururu, ouvir Peter Tosh já me sintoniza com uma vibração positiva! Afasta o tempo nublado do céu da vida e traz de volta o sol!

Moral da história: a vida seria muito chata, se não existisse música para colorir nossos dias!

Praia de Maresias: vista do deck da casa <<foto by alek>>

Fazia tempo que preferia passar reveillon em São Paulo pra fugir dos engarrafamentos e transtornos típicos da data. Mas a sorte colaborou e consegui ir e voltar tranquilamente pro litoral norte de Sampa – sem trânsito algum! Viajei com a turma da Unidade DeRose – Vila Mariana para Maresias, onde alugamos uma casa com vista panorâmica para a natureza! Acordar vendo esse visual faz bem ao olhos e ao coração…

Ficamos em uma casa cravada na Mata no Canto do Moreira. Do lado direito, você vê o trilho do elevador pra subir o morro. <<foto by alek>>

Aqui você confere como era o percurso do elevador:

Nessa hora, estava indo praticar yôga na praia com a galera

Vista Interna: Raphael Cagnoto lê livro no deck. Foi ele que deu minha primeira aula de pré-yôga em maio de 2007. Não é à toa que adorei a prática logo de cara! <<foto by alek>>

Turma na Cozinha: Gi, Kiko, Gus (meu instrutor e diretor da Unidade Vila Mariana), Marco e Gabs <<foto by alek>>

Falando em cozinha, a galera dava show de organização e trabalho em grupo. Enquanto um comandava o fogão, uma equipe lavava, enxaguava, secava e guardava, enquanto outra preparava os alimentos, arrumava a mesa e, no final, cada um lavava seu prato, copo e talher. O resultado é que mesmo com uma turma gigante, a cozinha estava sempre em ordem. Nota 10 pra todos!

À frente, Estelita e Rô (minha instrutora). Acima, Lu, Grazi, Adri e eu. Atrás, Lívia, Danilo e Marco

Sat-chakra na nossa casa reúne cerca de 80 pessoas, entre instrutores e alunos das Unidades DeRose Vila Mariana, Vila Olímpia, Brooklin e Anália Franco. A hora dos mantras foi demais! Vários instrumentos, vozes, energia pura.

O instrutor Thiago Arruda puxa o mantra. Foi por causa de um panfleto que ele me entregou na rua há quase três anos que conheci a unidade onde pratico Swásthya Yôga/Método DeRose.

Como era noite, o vídeo está escuro, mas quis gravar o áudio, pra você ter uma ideia da vibe do mantra (se bem que ao vivo, estava zilhões de vezes mais alto e contagiante). O WordPress não está deixando eu fazer upload do MP3, então vai o vídeo no escurinho mesmo!

Na noite do reveillon, meus queridos instrutores Fernando e Rapha foram os Djs da balada que reuniu toda a galera das quatro escolas! O set do ano novo começou com "I feel love" da Madonna e enveredou para electrohouse com direito a Vive la Féte. Amo! <<foto by alek>>

Alto Astral na Virada: eu, com modelinho flower-power, Adri (roomate na trip), Mari (minha instrutora nas aulas de sexta) e Mari (colega nas aulas do Fê)

Fiquei uma semana na praia e aproveitei pra:

  • Comer açaí com kiwi todos os dias na Barraca do Sandrinho
  • Tomar sorvete Rochinha de groselha
  • Lavar a alma, mergulhar, deixar as ondas darem aquele “sacode” bom na cabeça e, outras vezes, passar por baixo delas como uma sereia
  • Respirar maresia
  • Caminhar todos os dias na areia fofa – de preferência duas vezes ao dia (totalizando 12 km)

Numa dessas caminhadas, aproveitei pra tirar umas fotos de Maresias – uma das palavras mais procuradas no blog Alekie Poulain, segundo estatísticas. Confira no próximo post uma galeria de fotos que vou fazer da praia e da bela mata atlântica ao redor!

Caminhada na praia: 4 km pra ir mais 4 pra voltar fortalece

Canto do Moreira: mata atlântica, surf e moçada <<foto by alek>>

Mais fotos? Veja aqui > Maresias: galeria de fotos by Alekie Poulain

Que bom estar no alto << foto by alek >>

Amo meu home-office.
Me concentro, me interiorizo, me inspiro, crio.
Em vez de perder tempo, produzo.
Nosso tempo é precioso.

A chuva vem de lado e lava a sacada << foto by alek >>

Escrevo três notícias diárias para o site da corretora de valores Link Trade.
O nome da coluna é “Destaques do Mercado”.
Entre um texto e outro, observo a tempestade tomando jasmine tea.
Logo mais terei que enfrentar o caos.

Proibido Estacionar: trânsito básico na Av. Brasil << foto by alek >>

Já que está no caos, abstraia.

Faz de conta que estamos no meio da selva. Ao fundo, a famosa Rua Cuba. << foto by alek >>

Cheguei!

Vamos fazer uma expedição na produtora pra ver as novidades!
Olha a última arte – ideia do diretor Marcelo Galvão.

Subindo pelas Paredes: grafite dá o ar da graça << foto by alek >>

O jardim da Gata virou cenário << foto by alek >>

Dá pra fazer muita animação gráfica aqui << foto by alek >>

Sensorial << foto by alek >>

Há um portal que conduz a outro reino... << foto by alek >>

Fim de tarde em véspera de feriado é perfeito pra pedalar no Ibirapuera, pois o parque (e arredores) fica com menos movimento. E depois do dia azul que fez ontem, o anoitecer no parque estava maravilhoso, ainda mais com aquele perfume de dama da noite no ar!

Chegando no Ibira na véspera do feriado <<foto by alek>>

Como de costume, fui pra ciclovia de terra iniciar o treino. Mas não resisti e dei uma paradinha pra fotografar as flores, afinal poder acompanhar as diversas fases da natureza é um verdadeiro privilégio pra quem mora em São Paulo.

Viveiro Manequinho Lopes: a vida floresce <<foto by alek>>

Embalada por um delicioso reggae havaiano (Ka’au Crater Boys), lá ia Alekie Poulain em estado de graça, viajando por entre as árvores da trilha.

Finalizado o percurso da ciclovia de terra, é hora de pedalar forte no asfalto. Agora é hora do sprint e quem dita o ritmo da pedalada são os DJs Sasha & John Digweed para elevar ao máximo o batimento cardíaco.

Três horas depois, cheguei em casa pingando e com a endorfina bombando. Que bem-estar, que pique, que tudo! E o melhor: andar de bike no parque é um prazer sustentável – não polui, é de graça e excelente pra saúde! Depois é só tomar aquela ducha fria pra lavar a alma!

São Paulo precisa investir em ciclovias. É a única solução pra diminuir o trânsito e a emissão de carbono, assim os ciclistas poderão pedalar felizes sem precisar disputar espaço no meio dos carros em uma cidade insana como essa…

E o melhor de tudo: São Paulo seria uma metrópole de pessoas mais saudáveis e felizes!

Ciclovia do Ibira: Alekie Poulain envereda pelo verde em São PauloPaz de Espírito: Alekie Poulain envereda pela Ciclovia do Parque do Ibirapuera
<<foto by alek>>

Sinto liberdade quando saio pedalando pelo bairro rumo ao Ibira. As calçadas têm guias rebaixadas, então enquanto os carros se amontoam no asfalto, vou livre, leve e solta pro parque, levantando as folhas secas do chão por onde percorro. Essa brincadeira por si só já transmuta a energia do dia pra melhor.

Depois de um certo agito pra cruzar a avenida Ibirapuera e finalmente a Av. Quarto Centenário – ufa – consegui chegar ao oásis paulistano que tanto amo!

Pouco a pouco a mata vai fechando. Respiro. Verde é vida! <<foto by alek>>

Pra aquecer e oxigenar a mente, começo o trajeto pela ciclovia de terra que contorna o parque sentido Quarto Centenário >> República do Líbano. De bike, é perfeita pra esvaziar a mente e flutuar pela natureza, já que você tem que se concentrar pra desviar de pedra, tronco, raiz, lama e afins.

Logo estou em alfa. Percorro a trilha até o fim (de onde se vê o Monumento das Bandeiras, o lago, o Obelisco) e volto. Quando finalmente chego ao portão 4, ali por onde cheguei, saio pedalando pela ciclovia no asfalto. Depois do aquecimento, pedalar acelerado é tudo de bom. Com a endorfina bombando, parece que vou sair voando igual ao garoto do E.T.

Dou vários voltas, conforme o tempo que tenho. Gosto de parar no Sabor Ibira do lado do Planetário pra tomar um suco “Natureza” (melancia, abacaxi e hortelã – 500 ml) – dá uma super hidratada. E se a fome aperta, um açaí é sempre perfeito.

Ciclovia: eu e Deus! Como amo esse parque... <<foto by alek>>

Olho no relógio e vejo que a aula de yôga vai começar em 23 minutos. Não resisto e, pra fechar, dou mais duas voltas na ciclovia de terra paralela à pista de corrida. Que delícia, que paz. Eu e Deus…

Mas é hora de voltar pra civilização e vou voando pra chegar a tempo na aula! Nessa hora, o trânsito na Av. Ibirapuera é pesado, os motoristas param seus carrões sobre a faixa de pedestre – tipo “nem aí” – e eu prossigo rumo à Uni-Yôga, onde encontro amigos queridos com quem treino dia após dia.

Olhos fechados, a vida pulsa, minhas emoções se aquietam, a prática de swásthya yôga começa. Que alegria sinto por estar ali, superando os limites do corpo e da mente. Enquanto fortaleço meu corpo físico e energético, abstraio de tudo. Solto o que não preciso carregar. Elevo minha consciência. Percorro anos-luz. Esvazio a mente. Sinto amor. Sinto plenitude. Sinto força. Saio sempre transformada. Mas isso é assunto pra outro post!

Energizante:  Swásthya Yôga forte pra coroar o dia


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